sexta-feira, 22 de agosto de 2025

Mesa 1: Arquivos em Rede – Desafios da Preservação Digital no Século XXI

Esta mesa discutirá práticas e políticas de preservação digital aplicadas a arquivos institucionais e pessoais, abordando temas como infraestrutura, normativas e acesso. Especial atenção será dada à sustentabilidade dos repositórios digitais e às estratégias de rede entre instituições arquivísticas.

Participantes: 
Daniel Flores - Universidade Federal de Alagoas
Mediação: Janaína Ilara Ferreira - Arquivo Público do Estado do Ceará

domingo, 1 de junho de 2025

Lançamento do Arquivo Histórico do MST

O Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra (MST) lançou no dia 23 de maio (sexta-feira) seu Arquivo Histórico via Access to Memory (AtoM). Composto por cerca de 16 mil fotografias e ainda em processo de finalização, o acervo do maior movimento popular da América Latina é rico em fotos representativas de ações desenvolvidas pelo movimento, em níveis nacional e estadual, desde a sua fundação, em 1984.

O lançamento dessa plataforma demonstra a necessidade (cada vez mais urgente) e a importância de os espaços de memória - em seus mais diversos tipos - implantarem soluções em software livre de preservação digital e difusão de acervos.

Visite o AtoM do MST! Clique aqui.

Página Inicial do AtoM do MST




sexta-feira, 7 de março de 2025

Iniciativa da BAD: 5ª Jornadas Open Source

Excelente iniciativa da BAD em softwares de código aberto



5ª Jornadas Open Source da BAD


As 5as Jornadas Open Source vão ter lugar na Aula Magna da  Universidade Portucalense Infante D. Henrique, no Porto, a 11 de abril de 2025. 


Trata-se de uma organização conjunta entre as Delegações Norte e Centro da BAD e a Universidade Portucalense.


Terão como foco o debate sobre as tecnologias Open Source e a Inteligência Artificial e de que forma estas podem coexistir na gestão da informação e do conhecimento em Arquivos, Bibliotecas, Museus e Centros de Documentação. 


Pretende-se também refletir sobre a realidade atual, as principais preocupações e desafios e, em simultâneo, partilhar experiências e boas práticas nestes domínios.


INSCRIÇÕES ABERTAS: 

https://bad.pt/formularios/5a-jornadas-open-source/


As empresas  XERCODE e WECUL patrocinam esta nova edição das Jornadas que marcarão presença na Aula Magna da Universidade Portucalense Infante D. Henrique, para troca de experiências com os participantes.


A empresa XERCODE comercializa a solução XEARCHIVE baseada em AtoM, prestando serviços de implementação e suporte sobre esta solução de software livre.


O Xearchive é uma solução completa e flexível para a gestão de projectos de arquivo e documentais.


Com o Xearchive, qualquer instituição pode gerir de forma abrangente os seus arquivos físicos e digitais, garantindo um ótimo controlo e acesso à informação.

Beneficia do nosso serviço especializado e personalizado.


Oferecemos-te um software avançado com todas as funcionalidades necessárias para a gestão de arquivos.


Além disso, como é baseado no código aberto AtoM, elimina os custos associados à aquisição de licenças.


Graças ao nosso serviço chave-na-mão, não tens de te preocupar com nada: SaaS, atualizações, suporte e segurança.


Contacte-nos em: https://xercode.com/pt-pt/xearchive/#formulario


sábado, 15 de fevereiro de 2025

Lançamento do Projeto Património Cultural 360

No dia 07 de fevereiro (sexta), foi disponibilizado o Património Cultural 360, projeto português que reúne visitas virtuais e digitalizações 2D e 3D de bens culturais móveis de museus, monumentos, palácios e sítios arqueológicos nacionais sob tutela do Ministério da Cultura por meio do software Access to Memory (AtoM)Visite o acervo aqui.

A iniciativa têm como objetivos:

  • Modernizar a infraestrutura tecnológica dos equipamentos culturais públicos em Portugal;
  • Promover a transição digital para a salvaguarda da herança cultural nacional; 
  • Proporcionar maior acesso e qualidade da sua fruição pública; e
  • Incentivar o aumento do consumo de atividades culturais e a conquista de novos públicos.

No caso do Museu Nacional do Traje, houve a digitalização de cerca de 500 itens de sua coleção com tecnologias avançadas, como fotografia de alta resolução, fotogrametria, laser scan e modelação 3D. Além da participação de equipe multidisciplinar.

Seguem abaixo itens de outras instituições:

Figura 1 Estatueta da Universidade Nova de Lisboa

Fonte: https://arquiva.patrimoniocultural.gov.pt/index.php/estatueta-14.

Figura 2 – Levantamento do Mosteiro de Santa Teresa de Salzedas

Fonte: https://arquiva.patrimoniocultural.gov.pt/index.php/modelo-3d.

Esse projeto demonstra o potencial inovador, flexibilidade e adaptabilidade do AtoM, software livre de descrição, difusão e transparência ativa, para abarcar outros tipos de acervos além do arquivístico, assim como a aplicação de novas tecnologias. 

Ademais, evidencia a importância e necessidade de políticas públicas de uso do software livre para a preservação e difusão de acervos de unidades de informação, equipamentos culturais e patrimônios. Afinal, a informação é pública e deve ser acessível, auditável e transparente. Em instituições públicas, essa demanda torna-se primordial, já que envolve o uso de dinheiro público para preservação, gestão e difusão do acervo.

E a sua instituição, usa o AtoM?


Referências

BATISTA, Lucineia da Silva; JORENTE, Maria José Vicentini. Re-design do AtoM para curadoria digital em ambientes e comunicação museológica. Informação & Informação, Londrino, v. 26, n. 4, p. 450-473, 2021. DOI 10.5433/1981-8920.2021v26n4p450. Disponível em: https://ojs.uel.br/revistas/uel/index.php/informacao/article/view/44213. Acesso em: 15 fev. 2025.

FLORES, Daniel. O software livre nos arquivos como política pública: a gestão, preservação e acesso de documentos arquivísticos digitais à luz da economia da informação. 64 slides. color. Padrão Slides Google Drive/Docs 16x9. Material elaborado para aula sobre Plataformas arquivísticas no Curso de Arquivologia, Disciplina GCI00016 -PLATAFORMAS ARQUIVÍSTICAS DE DESCRIÇÃO E TRANSPARÊNCIA ATIVA EM SOFTWARE LIVRE (2022.2) - UFF. Niterói, 2022. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/363413625_O_software_livre_nos_Arquivos_como_Politica_Publica_a_gestao_preservacao_e_acesso_de_documentos_arquivisticos_digitais_a_luz_da_Economia_da_Informacao. Acesso em: 07 fev. 2025. 

MCGUIGAN, Carol; NEAL, Jennifer (ed.). Public money public code  Modernising public infrastructure with free software. Berlin: Free Software Foundation Europe, 2019. Disponível em: https://fsfe.org/activities/publiccode/brochure. Acesso em: 15 fev. 2025.

MUSEU NACIONAL DO TRAJE. Disponibilização do projeto Património Cultural 360. Lisboa, 07 fev. 2025. Instagram: @museunacionaldotraje. Disponível em: https://www.instagram.com/museunacionaldotraje/p/DFxnHfyR0y2/?img_index=1. Acesso em: 07 fev. 2025.

PATRIMÓNIO CULTURAL. Património Cultural 360. Lisboa, c2025. Disponível em: https://arquiva.patrimoniocultural.gov.pt/about_pc_360. Acesso em: 15 fev. 2025.

domingo, 20 de outubro de 2024

Rules for Archival Description (RAD)

A Rules for Archival Description (RAD) é uma norma de descrição arquivística canadense publicada em 1990 pelo Bureau of Canadian Archivists. Ela é baseada no framework do Código de Catalogação Anglo-Americano (AACR2) e da Descrição Bibliográfica Geral Internacional Normalizada (ISBD(G)), portanto, apresenta os mesmos estilos de escrita, ordenação e apresentação, numeração e pontuação; divisão em capítulos específicos para mídias diversas; a ideia de pontos de acesso; e o interesse em regras para os cabeçalhos (nomes) a serem usados como pontos de acesso.

Ademais, é fundamentada nos princípios arquivísticos de respeito aos fundos, descrição multinível (fundos, coleções, séries, files e itens independentes), regras detalhadas para formas especiais de material e as descrições devem ir do geral para o específico. Por apresentar essas características, também faz distinção entre a formação de título em níveis mais altos e nos mais baixos (distinção de criador e autoria).

Diante disso, possui como propósitos: 

- Fornecer acesso ao material de arquivo por meio de descrições recuperáveis; 

- Promover a compreensão do material de arquivo por meio da documentação de seu conteúdo, contexto e estrutura; e 

- Estabelecer bases para presumir a autenticidade do material arquivístico documentando sua cadeia de custódia, arranjo e circunstâncias de criação e uso.

 A norma consiste em duas partes: uma descrição do material em si e o fornecimento de pontos de acesso que levam os pesquisadores à identificação do material relevante.


Estrutura

Áreas e seus elementos:

1. Área do título e responsabilidades: 

  • Título próprio;
  • Designação geral de material;
  • Título(s) paralelo(s);
  • Outras informações sobre o título; e
  • Declaração de responsabilidade(s) (apenas para itens).

2. Área da edição:

  • Edição;

  • Declaração de responsabilidade(s) relacionadas à edição.

Obs.: Essa área se aplica somente para itens.

3. Área de detalhes específicos do tipo do material:

  • Essa área é usada para certos tipos de materiais: materiais cartográficos, desenhos arquitetônicos e técnicos, e registros filatélicos.

4. Área da(s) data(s) de criação, incluindo publicação, distribuição etc.:

  • Data(s) de criação;
  • Local de publicação, distribuição, etc.;
  • Nome do editor, distribuidor, etc.;
  • Declaração de função do editor, distribuidor, etc.;
  • Data de publicação, distribuição, etc.; e

  • Local de fabricação, nome do fabricante, data de fabricação.

Obs.: Não registre um local ou data de publicação, distribuição, ou o nome de uma editor, distribuidor para itens não publicados (por exemplo, manuscritos ou fotografias que não tenham sido embalados para distribuição, materiais de filme ou vídeo não editados ou não publicados, fotos de estoque, gravações de som não processadas, registros eletrônicos não publicados). Nesses casos, forneça apenas a(s) data(s) de criação.

5. Área de descrição física:

  • Extensão da unidade descritiva (incluindo a designação de material específico);
  • Outros detalhes físicos;
  • Dimensões; e

  • Material de acompanhamento.

6. Área da série:

  • Título próprio da série;
  • Títulos paralelos da série;
  • Outras informações sobre o título da série;
  • Declaração de responsabilidade relativa à série; e

  • Numeração dentro da série.

Obs.: Use essa área somente para descrever um item com o título de uma editora ou de um artista. Não registre aqui informações sobre uma série de arquivo.

7. Área da descrição arquivística:

  • Histórico administrativo/esboço biográfico;
  • Histórico de custódia; e
  • Escopo e conteúdo.

8. Área das notas:

  • Use essa área para informações descritivas que não podem ser encaixadas em outras áreas da descrição, como por exemplo: restrições de acesso, uso, reprodução e publicação; materiais associados; condições físicas do material.

9. Área do número padronizado:

  • Use essa área somente em itens para registrar números internacionais padronizados (ISBN, ISSN).

Nesse contexto, os elementos minímos são:

Para fundos/coleções/séries:

Título próprio.  Detalhes específicos dos tipos de materiais.  Data(s) de criação. — Extensão da unidade descritiva.  Histórico administrativo/esboço biográfico. — Histórico de custódia.  Escopo e conteúdo.  Nota(s).

Para files:

 Título próprio.  Detalhes específicos do tipo de material.  Data(s) de criação.  Extensão da unidade descritiva.  Escopo e conteúdo.  Nota(s). 

Para itens:

Título próprio.  Edição.  Detalhes específicos do tipo de material. — Data(s) de criação ou, quando não for aplicável, data de publicação, distribuição, etc.  Extensão da unidade descritiva.  Escopo e conteúdo. — Nota(s).  Número padronizado. 

Mas ATENÇÃO, se as regras especificarem outras informações no lugar de qualquer um dos elementos descritos acima, inclua-os.


Pontos de acesso

Os pontos de acesso podem ser definidos pelos nomes das entidades coletivas, públicas ou privadas, pessoas ou famílias, com alguma responsabilidade pela criação e/ou acumulação e uso, ou conteúdo intelectual ou artístico (título) da unidade que está sendo descrita. 


É possível usar no meu AtoM?

Sim! O AtoM da Simon Fraser University, por exemplo, utiliza essa norma de descrição e você pode conferi-lo aqui.

Figura - Descrição, no AtoM, de uma série usando RAD

Parte da descrição, usando RAD, da série Blackspot campaign records pertencente ao fundo Adbusters Media Foundation, com as áreas de título e responsabilidades, data de criação e descrição fisíca.


Referências

BUREAU OF CANADIAN ARCHIVISTS. Canadian Committee on Archival Description. Rules for archival description. rev. Ottawa: Bureau of Canadian Archivists, 2008. Disponível em: https://archivescanada.ca/resources/. Acesso em: 09 out. 2024.

CASINI, Paola. ISAD(G): synthesis or innovation in archival description traditions? 2004. Tese (Doutorado em Archival Studies) — University College London, London, 2004. Disponível em: https://discovery.ucl.ac.uk/id/eprint/1446836/. Acesso em: 09 out. 2024.

DANCY, Richard. RAD past, present, and future. Archivaria, Ottawa, n. 74, p. 7-41, outono 2012. Disponível em: https://archivaria.ca/index.php/archivaria/article/view/13406. Acesso em: 09 out. 2024.

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Curso no nosso NOVÍSSIMO LAGED do Curso de Biblioteconomia da UFAL sobre:

 Curso no nosso NOVÍSSIMO LAGED do Curso de Biblioteconomia da UFAL sobre: 

"Curadoria e Patrimonialização de Lugares de Memória Digital: o uso do AtoM (ICA-AtoM) em Software Livre para o acesso e difusão (transparência ativa) de acervos (fundos e coleções) com requisitos de Preservação Digital em RDC-Arq.